segunda-feira, 8 de abril de 2019

Espiritualidade X Humanidade

Espiritualidade X Humanidade
No ano de 2019

            Jesus chorou.
            Paulo tinha um espinho na carne.
            Estevão foi apedrejado.
            Elias tinha depressão.
            E por aí vai.

            É um grande erro, quando buscamos a Deus e dedicamos nossas vidas a Ele, acharmos que nossas dores cessarão.
            Não!
            Esse é um pensamento terreno!
            O reino espiritual prevê sacrifícios, dores e perdas.
            A questão não é quanto podemos aguentar, Deus já resolveu isto. Assim  Ele nos diz:
            “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13

         A grande questão é como suportamos.
            Qual o seu estado de espírito, enquanto provado?
            Perceba que o apóstolo Tiago, nos adverte sobre a inconstância, ela inibe o agir de Deus.
            Se a cada momento, mostro uma postura diferente.
            Aonde está minha confiança?
            Meu testemunho?
            Minha fé?
            “Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” Tiago 1.7,8     

            Penso que o termômetro que mede minha espiritualidade é o modo que eu passo pela provação.
            Bem como, o agir de Deus e a saída do deserto, se move em direção a perseverança e constância no agir em momento de dor.
            Chorar, sofre é normal e espiritual.
            Desesperar e desistir não é permitido.
            A Coroa da vida será dada aquele que perseverar até o fim, aliás no original: “ainda que lhe custe a morte”
            Não se preocupe com as tormentas, não meça sua fé pela quantidade de lagrimas derramadas.
            Siga firme, olhando para Jesus, mesmo que seus olhos inundem seu rosto. Não pare.
            “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” 1 Coríntios 15:58

            Se permita, exprimir sua humanidade, especilamente aquelas peculiaridades unicas que deus fez em você.
            Ele te fez assim, sensível, chorão, duro, fechado, não importa.      Você é unico!
            Apenas louve e persevere!
            E a vitória virá!

            Obrigado Deus, pois me criaste de modo único, cheio de emoções. Eu creio que fui formado pra louvor da tua glória. Me ajude a perseverar no cada mal. Me reveste de sua unção para que eu não seja paralisado pela dor e pelo fracasso momentâneo. Eu creio em sua vitória, e te louvo por me usar através de minhas imperfeições. Espero teu livramento e seu mover sobrenatural para me levar a um lugar seguro em paz. Em nome de jesus. Amem.

 Evelise Cavalcanti


            

sábado, 30 de dezembro de 2017



Gratidão a Deus





É Preciso Saber Viver

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

Ouvi essa canção popular que conhecemos bem e até podemos afirmar que narra boas verdades.
É preciso saber viver. Sei que os Titãs, provavelmente, não se inspiraram no Apostolo Paulo, em sua carta aos Colossenses, há cerca de dois mil anos, porém, o trecho traz a mesma mensagem.
É preciso saber viver.

“Vocês são o povo de Deus.
Ele os amou e os escolheu para serem dele.
Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência.
Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa.
Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.
E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.
E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo.
E sejam agradecidos.”
Colossenses 3:12-15

Que nesse novo ano, uma tela branca para ser desenhada, possamos tomar como meta saber viver.
Lembre-se tudo já está consumado. Deus nos criou, salvou e preparou o melhor.

Em 2018...Desfrute do seu amor incondicional ...
Em 2018... descubra que “é preciso saber viver” ....


                                                                                           Evelise Cavalcanti

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ideologia Queer: 
Por que tanta aversão à norma?

                        Ideologia Queer é bem diferente de movimento LGBT e quejandos. Trata-se de uma nova abordagem da ideologia de gênero, mais amplificada, que busca desconstruir as normas e as convenções sociais que nos constituem como sujeitos. Preconiza uma aversão a todo tipo de normatividade, como se isso fosse possível sem severo comprometimento da vida individual e coletiva, como se a vida fosse pura arte ou delírio.
                        A ideologia Queer ignora o método científico essencialmente normativo e objetivo. Aferra-se em construções retóricas sofisticadas, prenhe de recursos neurolinguísticos e de dialética erística. Seu movimento é em direção a um constante devir. Toda proposição ou conclusão deve ser admitida como aberta, provisória e transitória. Filosoficamente, deita raízes em Foucault e Derrida, mas a ordem de ideias, de feição pós-estruturalista, se abebera, sobretudo, nas teorias psicanalíticas, feministas e marxistas, o que revela seu proeminente matiz político-ideológico.
                        Apresenta-se como nova forma de construção de identidades, livre de interdições e reminiscências paternas, a corresponder e retroalimentar um indivíduo desorientado e ansioso por novidades. Tem conseguido, facilmente, o apoio dos meios de comunicação e de expressiva parcela dos educadores, formadores de opinião, artistas e do meio acadêmico. Insurge-se, tenaz intransigentemente, contra o conservadorismo, a moral posta e a tradição cultural. Aspira ao posto de politicamente correto, pegando carona nos legítimos movimentos sociais das minorias.
                        A teoria Queer, recorrentemente, lança mão, a seu favor, das ideias de violência ética, opressão e abjeção, mas age exatamente ao contrário em relação ao religioso, ao cultural, ao pensamento hegemônico, ao normativo e ao heterossexismo. Isso, obviamente, contraria a ideia de liberdade oceânica, livre de qualquer interdito, que é sua pedra de toque, o que nos permite concluir que a desejável desconstrução não é tão ampla quanto parece, mas possui um alvo específico.
                        Portanto, não é que seja proibido proibir, deseja-se proibir apenas o proibido oriundo de um ponto cego provedor do simbólico (Pai/Deus), que faz surgir e mantém o indivíduo religioso, gregário e moral, um ser de cultura. Pretende-se não propriamente defender a liberdade sexual, a questão de gênero é apenas um veículo; deseja-se, na verdade, primacialmente, a desconstrução e o sepultamento de quaisquer vestígios da milenar forma de construção de identidades.
                        Pois bem, na raiz dessa conflagração há algo muito mais grave do que a sexualidade ou a moralidade. Há anos venho sustentando que a real motivação é o desmonte do atual psiquismo humano patercentrado, com Deus ao fundo.
                        Tanto Freud quanto Lacan acentuam que o simbólico paterno possibilita a vida civilizada, a constituição do sujeito e a inserção do indivíduo no discurso da linguagem. E não tiram isso de uma cartola ideológica de predominância retórica, dialética, ocupada apenas com a dinâmica do poder e descomprometida com a comprovação científica, isto é, que se afere objetiva, racional e experimentalmente.
                        Não é preciso um estudo aprofundado das ideias de Foucault, Derrida, Deleuze e Guattari para bem compreendermos o momento atual e o rumo da ideologia Queer, basta um conhecimento geral das suas ideias.
                        A economia do desejo opera e bem se harmoniza com a interdição. No conjunto da obra, é mais do que “um mal necessário”. Os instintos precisam ser obtemperados, sob pena de esquizofrenia, perversão, adicções, despertencimento, etc.
                        Liberdade sem limite é própria dos vícios, destrutiva, dirigida para a morte.
                        Voltando ao pomo da questão, muito resumidamente, o desmonte psíquico postulado pela ideologia de gênero e, notadamente, pela teoria Queer, de Sedgwick e Butler, perfila-se a esquizoanálise deleuziana.
                        Em suma, o atual psiquismo humano, milenarmente ancorado na metáfora paterna - agora, do pai humilhado -, ainda se encontra montado em prol da religiosidade e da moralidade que ensejam a vida civilizada.
                        O equipamento “patercentrado”, que nos permite engajados no discurso da linguagem, também nos capacita a intuirmos Deus. Não por coincidência, a fala e a espiritualidade são singularidades humanas.
                        Curiosamente, na revelação bíblica dos cristãos, Deus, que, ontologicamente, não é Pai, mas Deus apenas, a partir de Cristo, se autonomeou “Pai”, a fim de se colocar no lugar de ente simbolizado, metaforizado, o que faz lembrar o pai primevo do relato totêmico, o qual, morto, se tornou mais poderoso do que fora em vida.   
                        O Pai simbólico sustenta os interditos, as diferenças (certo e errado, regra e exceção, proibido e permitido, normal e anormal, igual e diferente, individual e coletivo, público e privado, macho e fêmea, jovem e idoso, etc), as autoridades, os valores éticos e a moral. Há uma Lei simbólica, uma normatividade difusa, sustentada pela ideia de Deus, pela intuição de Deus, em todas essas categorizações.
                        Deus comparece no normativo (simbólico da Lei), ainda que despercebidamente. Por isso se diz, vulgarmente, que “se Deus está morto, tudo é permitido”.
                        Onde não vige a força da Lei (simbólica, da mediação significante) vige a lei da Força (real, sem mediação significante). Estamos entre a Toga e o fuzil. Entre o imanente e o transcendente.
                        O descarte da metáfora paterna, epicentro do psiquismo humano e da vida social, não apenas desestrutura a atual montagem do psiquismo humano, desequilibrando a economia das pulsões – o que não é pouco -, enseja, também, uma série de novos transtornos e sofrimentos (ou novos contornos a velhos sintomas), tais como, narcisismo onipotente, compulsões (adicções), depressões, suicídios, crises de pertencimento e identidade, TOD (Transtorno Opositor Desafiador), transtorno de personalidade boderline, etc.
                        Ao esvaziar-se a metáfora paterna, além do desmonte da milenar estruturação psíquica (a família patriarcal já foi desmontada), operar-se-á a apostasia e a anomia. Deus deixará de ser intuído, e nós, individualmente, assumiremos seu lugar.
                        Nada menos que isso, disse Jesus: “por se multiplicar a anomian o amor de muitos esfriará” (Mt. 24:12). Não haverá afeto nem amor com a supressão dos interditos. Não há amor sem temor (que chamaria de “medo prezado”).
                        Somos constituídos pela linguagem, que é essencialmente normativa e arbitrária, e, também, por infindáveis normas indisponíveis, próprias da física, da química e da biologia, que nos caracterizam e limitam, visceral e inapelavelmente. É inegável que há um aspecto cultural na sexualidade e na moralidade humana, isso, porém, não nos autoriza banir a normatividade pela raiz, como se fosse um mal em si.
                        Desse modo, como não poderia deixar de ser, funcionamos melhor sob a normatividade do que debaixo de ampla liberdade artística. Esta, aplicada à vida como modo de existir, tem destino certo: apostasia, desamor, desagregação, vícios, destruição e morte.
                        Não haverá vácuo de poder. O lugar do pai simbólico (Deus/Lei/Pai) será assumido pelos irmãos onipotentes (iguais indistintos, pois não mais haverá norma). Receio-me disso, que o patriarcado vitoriano esteja sendo substituído por seu extremo oposto, o imanentismo instintual desagregador. Será isso assim? Será isso possível, factível? De uma coisa, porém, estejamos certos, é isso o que deseja a ideologia Queer, com seu imanentismo do carpe diem, completamente desinteressado das consequências.
                        O fim da metáfora paterna, ou seu enfraquecimento a mais não poder, atingiria Deus em cheio (ou nossa capacidade de percepção dEle). E, não é demais lembrar, Ele escolheu ser chamado de Pai.
                        Deus não existir dá no mesmo que, existindo, não sermos capazes de percebê-lo, de intuí-lo.
                        Enfim, não era genuinamente ateu quem era ordeiro e moral, quero dizer, normativo. A normatividade, alvo de abjeção da teoria Queer, é uma difusão da metáfora paterna (Deus nisso comparece, sub-repticiamente).
                        Se o pêndulo não retornar, experimentaremos, em breve, o ateísmo prático, com o ateu autêntico, anômico, apóstata, amoral, livre das reminiscências, sombras e indícios de Deus (simbólico), psiquicamente descentrado, estilhaçado (esquizo).

Autoria de Dr Elias Pedro Sader Neto 
                   Juiz de Direito do Estado do Rio de Janeiro                      


quinta-feira, 23 de março de 2017

Apenas PEDALE!!



No Princípio, eu via Deus como meu juiz.
Eu o reconhecia, mais não o conhecia.

Quando encontrei a Cristo, a vida parecia um passeio de bicicleta de dois assentos.
Eu sentia Cristo no banco de trás, ele me ajudava a pedalar.
Nem sei exatamente como ou quando foi,
Mais um dia ele me sugeriu que trocássemos de lugar.

Eu estava tão acostumada a controlar a direção, a velocidade, o tempo!
Não foi fácil!
Mais com renúncia e obediência, e confesso que,
depois de muitos tombos, cedi.

Ele passou a liderar.
Embora ele controlasse a situação, sempre me dizia: Pedale!

Às vezes eu fechava os olhos, as vezes espiava confusa, as vezes temia.
Com o tempo, comecei a entender o que significava confiança!
Esqueci dos métodos, das formas, das leis da gravidade e resolvi aproveitar a viagem.
Quando sentia medo nas curvas violentas, ele simplesmente se virava e dizia: 
Não tenha medo e tocava minha mão.
Cada dia é um novo aprendizado, mais percebi que quando ele está no controle, 
o meu papel é somente confiar e caminhar conforme seu mandar.

E agora,
Tenho vivido e experimentado uma viagem fantástica,
cheia de surpresas e com muita emoção.
É verdade que muitas vezes em caminhos tortuosos, 
mais na certeza de que Ele está no controle 
eu fecho meus olhos e sigo os seus passos.
Daí Ele sorri e diz:
                             
                    Apenas pedale!!!!

Parafraseado por Evelise Cavalcanti

“O Senhor estará a sua frente. Não tenha medo; não desanime”  Dt 31.8